A Soldifogo Coop, segundo o seu o presidente, Manuel da Luz Alves, atribuiu, ultimamente, cerca de 12 milhões de escudos em crédito para criadores de gado e outras pessoas que perderam emprego, nomeadamente “rabidantes” que não tinham atividades dinâmicas e que perderam os seus rendimentos.
Entretanto, segundo Manuel Alves, perante a falta de pasto – derivada de mais uma ano agrícola, e os sucessivos ataques de cães vadios aos animais, sobretudo na zona sul da ilha, as autoridades locais devem tomar as medidas necessárias para pôr cobro a esta situação e ajudar os criadores neste momento difícil.
Doutro modo, para este responsável, mantendo este cenário, os criadores terão dificuldades em satisfazer os compromissos, enquanto outros equacionam desistir de apostar na pecuária, não só na zona sul, como também em outras localidades do município. Este lembrou que se o ataque dos cães vadios continuar, significa que os criadores não poderão satisfazer os seus compromissos com o crédito, que é concedido na base da fiança moral, entendimento com as associações e conhecimento das pessoas, porque todos não têm condições de apresentar outras garantias.
Para o presidente da Soldifogo Coop, é preciso não se esquecer que o país enfrenta a situação do mau ano agrícola e da pandemia, pelo que se deve proteger e salvar o património em gado caprino existente, pois significa salvar rendimentos de muitas famílias, empresas e unidades de produção existentes na ilha.
De referir que há centenas de pessoas que não são criadores ou agricultores, mas que estão ligadas a sectores de atividades, através da comercialização, transformação e distribuição dos produtos pecuários na ilha do Fogo e fora dela, e que podem perder o rendimento com a perda dos animais dos criadores por acão direta dos cães vadios.
O setor pecuário sustenta as famílias e a economia da ilha e garante fornecimento de derivados de animais às demais ilhas do país, enalteceu o responsável da Soldifogo Coop. A ilha tem hoje grandes potencialidades neste domínio, permitindo ter agricultores e criadores organizados e formalizados em torno do setor, que ultrapassa as fronteiras da ilha, como por exemplo as unidades de transformação de queijo e de outros produtos da pecuária, sublinhou Manuel Alves.

